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26/06 de 2007
Esquecidos, espetáculo de dança-teatro relembra as vítimas da guerra
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Editais de cultura movimentam mercado
da arte. Conheça os
programas e inscreva-se

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No MAC
simbolismo em julho e
Tarsila em agosto
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Seminário Internacional discute a relação entre arte e política nos anos 90
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Em Lisboa, Tuneu e Werneck mostram seus opostos em Brancos
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Vem pro Pateo
no domingo
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AICA
Canclini e Leenhardt no
41º Congresso Internacional dos Críticos de Arte

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20/06 de 2007

Residência artística em Portugal revela encantos, identidades, diferenças e tradição na arte.

Leia o relato do artista Mauro Andriole

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Vaga Língua

Ferro, madeira, pedra e barro,tudo no Porto exala a passagem da matéria pela mão do artista(...) Tem-se a impressão de andar por um monumento a céu aberto, seja no interior de um café ou numa das muitas igrejas centenárias”.

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09/06 de 2007
Agenda de Junho
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Entrevista

José do Nascimento Júnior
diretor de museus do Iphan

Investimento em museus aumenta, mas ainda
não é o ideal

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30/05 de 2007
Mestres da pintura
O que pensa Caru Duprat sobre a coleção de arte da Folha de São Paulo
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29/05 de 2007

Entrevista
Helouise Costa
coordenadora da Semana de Museus da USP
Debates não são conclusivos: estimulam a crítica dentro
dos museus

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Memória
de quem?

Pergunta Maria Cecília França. Boa parte dos museus regionais foram criados por decretos-leis antes e durante a ditadura militar. Muitos não saíram
do papel.

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Cursos e Palestras
  • Crítica à modernidade na livraria cultura
  • Notícias da Esdi
  • Ciência da Informação
  • O Quixote de Cervantes
  • Fotografia e Arte
  •  
    Museus
    Desafios da
    contemporaneidade

    6ª Semana dos Museus
    da USP

    Leia abaixo resenhas das palestras e entrevista com o Professor Ulpiano
    Bezerra de Meneses

     

    Museu da Maré (RJ)
    O que, agora, é museu?
    A reflexão de Bruce
    Altshuler inaugurou a
     6ª Semana de Museus
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    O Museu Local

    Cabana de Euclides da Cunha

    É o espaço que pode estreitar
    as relações entre  sociedade
    e a cultura local.

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                  Entrevista
    Ulpiano B. de Meneses:
    políticas multiculturais
     reconhecem mas não incorporam as diferenças culturais

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    Quando a Arte Japonesa
    é reconhecida pelos
    museus do Ocidente

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    Raças Puras
    e Raças Mistas

    A coleção escondida do
    Peabody Museum

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    E por falar em Portugal...

    Em Lisboa, Tuneu e Werneck mostram
    seus opostos em Brancos


    Galeria Diferença


                          A aparente e única coincidência entre as obras dos artistas Tuneu e Guilherme Werneck, expostas recentemente em Lisboa, parece restringir-se somente na escolha da cor que acabou por nomear a mostra: Brancos. Há outras, afirma Tuneu, artista e docente da Unicamp, para quem reconhece em Portugal, logo abaixo na entrevista, o território propício para a convergência da tradição com a contemporaneidade. A mostra Brancos foi realizada na Galeria Diferença, em Lisboa, formada há três décadas a partir de uma cooperativa de artistas plásticos, a mesma que recebe com regularidade artistas brasileiros para um convívio cultural.


    Galeria Diferença

                          Tuneu é professor de pintura no curso de graduação do Instituto de Arte da Unicamp. Foi aluno de Tarsila do Amaral e assistente de Willis de Castro e Hércules Barsotti. Participa de inúmeras mostras, individuais e coletivas, desde final dos anos 60, a última delas, no MAM de São Paulo, em 2006, denominada Ao mesmo tempo o nosso tempo e na Dan Galeria,no mesmo ano, Arte concreta e neoconcreta: da construção à desconstrução. Possui obras na Pinacoteca do Estado de São Paulo, no MAC- Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo-,  no MAM-SP, Museu Nacional de Belas Artes, no Rio, e em outras instituições. O trabalho apresentado em Lisboa é um conjunto de pinturas e acrílicos em papel.


    Tuneu e Werneck

                          Guilherme Werneck  graduou-se em artes visuais em Londres depois de formar-se em Biologia, na Universidade Gama Filho no Rio de Janeiro. Participa de individuais e coletivas desde 1983 quando ainda cursava a Chelsea School of Fine Arts, em Londres.  Em 2000, de volta ao Brasil, apresentou seus trabalhos na galeria de Arte da Unicamp. Aos portugueses, Werneck apresentou suas esculturas de materiais diversos e relevos.

    Entrevista com Tuneu, artista e professor do
    Instituto de Artes
    da Unicamp,

    sobre a mostra Brancos, realizada com
    Guilherme Werneck, em Lisboa.

    Começamos um verdadeiro
    intercâmbio com Portugal


    Tuneu, Galeria Diferença

      

    Cores Primárias Qual é  sua relação e a do artista Guilherme Werneck com Portugal?

    Tuneu - A minha relação com Portugal é muito antiga pois meus pais são portugueses. Guilherme é meu amigo e grande admirador de Portugal. Procuramos ir todos os anos lá. Em uma dessas oportunidades fomos convidados pela galeria a expor nossos trabalhos. A Galeria Diferença é uma galeria antiga, existe há mais de trinta anos e trabalha com artistas modernos e contemporâneos. Foi lá que realizou-se a primeira exposição de Cabrita Reis, jovem artista reconhecida, hoje, internacionalmente. Regina Silveira e vários outros artistas brasileiros expuseram nessa galeria.

                 
    Cores
    Primárias - Peter Cohn assina o texto de apresentação do catálogo. Ele foi o curador da mostra?

    Tuneu - Peter Cohn só aceitou realizar a tarefa de escrever o texto pelo fato de acompanhar nossa produção, minha e a de Guilherme Werneck,  e nos conhecendo bem entendeu a nossa proposta de unir os nossos trabalhos.


    Cores
    Primárias - Que tipo de diálogo seu trabalho, marcadamente geométrico, estabelece com as obras de Guilherme Werneck de natureza tão diferente?

    Tuneu - A nossa união se deu pelos opostos, orgânico e geométrico, o que nos une é o caráter de objeto que os dois carregam, e o fato dos dois trabalharem com branco.


    Cores
    Primárias- Como foi a recepção dos portugueses? Como é a relação dos galeristas portugueses com os artistas brasileiros ?

    Tuneu - Achamos a recepção ótima, a galeria é bem freqüentada pelos artistas e intelectuais portugueses, os melhores. Hoje há mais intercâmbio. Muitos artistas brasileiros estão expondo em Portugal e vice-versa.
    A Pinacoteca do Estado de SP tem mostrado diversos artistas jovens portugueses . Acho que começamos um verdadeiro intercâmbio.


    Cores
    Primárias- Nesta edição estamos mostrando a experiência de um artista  paulista, Mauro Andriole, em residência no Porto. O que ele verifica é que há ainda um culto a algumas tradições da arte com a preocupação do desenho, do traçado. Como  Portugal está situado, senão todo, mas Lisboa, dentro da arte contemporânea?
    Tuneu - Acho que
    há um culto às tradições, mas há arte contemporânea boa, Portugal mudou muito, só acho que as coisas (conservadoras ou não) são mais possíveis lá. Há novos museus e  centros culturais em plena atividade e mostrando o que há de melhor em Portugal, e de todas as partes do mundo. O Centro Cultural de Belém em Lisboa é um exemplo.

    Em Brancos*
    Peter Cohn

    Guilherme Werneck

                    (...)

                    Nesta mostra de Tuneu e Guilherme, ainda que o propósito não tenha sido explicitamente afirmado e, talvez, nem conscientemente assumido, o fato da exposição ser Em Brancos é fundamental para a plena percepção da antítese dialética que sua justaposição nos oferece.

    A ausência de outras cores na obra dos dois artistas elimina possíveis derivações na sua interpretação, forçando-nos à leitura na única direção que resta, a da diferença nas formas e estruturas e, portanto, aos ismos a que se filiam.

                    A obra de Tuneu, organizando planos, entremostrando espaços e linhas reais ou virtuais, nas intersecções e justaposições de superfície e linhas, o filia à mais autêntica corrente histórica do concretismo brasileiro. Sua obra transita nos territórios da pintura e do objeto, dando à abstração geométrica uma realidade sutilmente materializada, delicadamente palpável, saindo às vezes da bidimensionalidade sem fugir, no entanto, da geometria prescrita nos cânones das teorias concretistas e construtivas.

                    Os trabalhos de Guilherme, com suas formas proto-orgânicas são realizados, no mais das vezes, com materiais mais macios, moles e transparentes, só deixando a entrever a geometria subjacente e inerente às próprias formas dos órgão a que aludem, objeto central na iconografia de sua obra.

                     (...)

                    Este contraste entre o cerebral da obra de Tuneu, e o emocional, cheio de referências e alusões do Guilherme, expostos e contrapostos  em Brancos pelos dois artistas, oferecem nesta mostra a possibilidade de se ver a estética, tendendo a realizar uma sínteses da percepção das diferentes maneiras de apreender os sentidos da vida.              


    Imagensarquivo dos artistas, site da Galeria Diferença e catálogo da mostra.

    * Texto de apresentação de Peter Cohn para o catálogo da mostra Brancos, realizada de 20 de janeiro a 3 de março deste ano( 2007) na Galeria Diferença, Rua São Felipe Néri, 42 Cave, 1250-227, Lisboa.


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