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Agenda de Dezembro

 


Cartazes das
Bienais
dos anos 50

Artistas ligados
 aos cursos de artes gráficas criados pelo
Instituto de Arte
Contemporânea do Masp - o IAC -  criam os primeiros Cartazes das Bienais
Heloísa Dallari

 

História das Bienais

A Vez dos Curadores
Na Parte 5 do ensaio
História das Bienais, a antropóloga Rita de Cássia Alves Oliveira mostra o surgimento da figura poderosa dos curadores das bienais.

 

Acre,
último seminário
da 27ª Biena
l



As questões sociais dos
indígenas e seringueiros
foram a tônica do
Seminário Acre

 

No Centro Universitário
Maria Antonia
prepare-se para ouvir
John Cage

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Grupo Afro encerra atividades da 27ª Bienal

Banda do Congo Konono nº 1 
encerra as atividades desta Bienal

                          A banda congolesa Konono nº1 se apresentará em dezembro no Auditório Ibirapuera como parte das atividades de encerramento da 27ª Bienal de São Paulo. O grupo musical integra a lista de artistas convidados da mostra pela curadora-geral Lisette Lagnado, os co-curadores Adriano Pedrosa, Cristina Freire, José Roca e Rosa Martínez e o curador convidado Jochen Volz.
As performances acontecem nos dias 8 e 9 de dezembro, no Auditório Ibirapuera, para comemorar um ano de Bienal, já que o evento começou oficialmente em janeiro com o primeiro dos seis seminários internacionais realizados ao longo do ano.
                          O grupo fará antes dois shows gratuitos no centro de São Paulo. Em parceria com o Sesc Carmo, as apresentações acontecem nos dias 6 e 7 de dezembro, no Boulevard São João. Situado no coração da metrópole paulistana, o local reflui as expectativas dos milhares de transeuntes, em meio ao caos urbano, e integra-se ao conceito que norteia o eixo curatorial da Bienal – Como Viver Junto.

                          O convite para o grupo partiu da curadora-geral Lisette Lagnado, que nasceu no Congo. Ela visitou o país natal no início do ano em busca de novos artistas que pudessem fazer parte da exposição. Encontrou o que chamou “uma forte vontade de pintura, mas nada que sinalizasse um momento de invenção ou investigação artística”. A surpresa da curadora foi ver que a arte estava fora dos ateliês, nos vestidos das mulheres e no som das bandas de rua.
Numa Bienal que tem como uma das bases conceituais o pensamento de Hélio Oiticica, que visou com sua revolução estética à eliminação das separações entre artista e não-artista, criador e espectador, a presença da música é obrigatória. 
                           No espaço musicado, a obra de arte ganha ritmo e toma corpo, invadindo outros espaços de circulação e convívio. “A declaração de Oiticica, ‘o que faço é música’ , coloca em pauta o fato de que, querendo sair do elitista mundo das ‘artes plásticas’, o artista encontrou na dança um elemento que mudou radicalmente sua trajetória”, conta Lisette Lagnado.
Não é a primeira vez que a música está presente na Bienal. A vinda de John Cage, na 18ª Bienal, em 1985, foi um marco importante. Nesta 27ª Bienal, o artista grego Zafos Xagoraris opera uma junção de cotidianos opostos por meio da sonoridade. Na instalação Som do Acre, ele traz gravações de sons da natureza em Rio Branco (AC) para a avenida Rio Branco, no centro de São Paulo.
                          Juntando partes de carros velhos e megafones, o grupo Konono nº1 faz música há 30 anos em Kinshasa, capital do Congo. É uma música eletrônica híbrida, que, vinda da periferia do mundo, faz ecoar uma crítica à hegemonia dos centros formadores de opinião.  A questão centro-periferia também está no centro desta Bienal, que faz uma ponte com a periferia paulistana estendendo o convite de participação ao Jardim Miriam Arte Clube, na zona sul da cidade. O Acre, sempre tido como periferia do Brasil, também tem forte presença no Pavilhão: desde Hélio Melo até os trabalhos dos artistas residentes que garimparam na terra dos seringueiros as sementes para as obras apresentadas na exposição, entre eles Alberto Baraya, Marjetica Potrc e Susan Turcot. 
                          O som do Konono nº1 vem complementar toda a vastidão geográfica e ideológica que marcou a 27ª Bienal de São Paulo. O som híbrido, quase universal, da banda africana concretiza as pontes erguidas em direção à periferia, à inclusão e à experimentação estética em seus mais diversos suportes.

         

 

Conheça um pouco mais sobre a banda do Congo

                          O fundador do grupo, Mawangu Mingiedi, hoje com 73 anos, chegou a Kinshasa, capital do Congo, há mais de 30 anos. Fugindo da guerra civil, o músico deixou a região de Ba Congo, perto da divisa com a Angola, e formou a banda que se apresenta ao ar livre nos subúrbios da capital congolesa desde os anos 60. “O som é o resultado do que nós achávamos na cidade, são músicas tradicionais, as letras tratam da vida, do amor”, conta Mawangu.
                          O grupo entrou para o circuito da música ocidental com duas turnês mundiais. Os músicos tocaram em Salvador, em 2005, no festival PercPan e receberam, em 2006, o prêmio Revelação de World Music, concedido pela BBC de Londres. Mawangu diz que, com a entrada para o circuito de apresentações em casas de show ocidentais, o som ficou mais limpo, perdeu a qualidade de som instantâneo feito nas ruas. Ainda assim, eles não abrem mão do uso dos instrumentos tradicionais, que caracterizam o trabalho do Konono nº1: os likembés, uma espécie de miniteclado; “piano de dedo”, metálico e amplificado; e os megafones, ou lance-voix, que ajudam a manter o som o mais original possível.
                          “Konono é uma orquestra que toca música da tradição bazombo.                           Pegamos o que achamos na rua para amplificar e fazer a música ser ouvida acima do barulho da cidade. O som é um esforço coletivo”, acrescenta Mawangu.
                          Os instrumentos do grupo nascem da fusão do artesanal com a mais alta tecnologia. O teclado likembé, originalmente de bambu, hoje é feito de metal. Os microfones são feitos com sobras de autopeças e caixas de som deixadas para trás pelos colonos belgas. A percussão é feita com panelas, potes e outros restos metálicos.
                          O álbum Congotronics vol. 1 foi gravado com alguns microfones e um laptop da Apple. O grupo ainda gravou uma participação especial com a cantora islandesa Björk. Sobre como se prepara para o show, Mawangu revela:                           “Não há propriamente uma preparação. Há uma concentração, uma abertura para trabalhar com o que acontece na hora, no lugar, a nossa volta”.

 

Serviço
 SHOWS DO KONONO Nº1
 06 dezembro, às 18h, e 07 dezembro, às 12h
Boulevard São João
Endereço: Avenida São JoãoS/N – Centro de São Paulo
Evento gratuito / parceria Sesc Carmo
Mais informações: (11) 3111-7000


 08 e 09 de dezembro
Auditório Ibirapuera
sexta e sábado
Horário: 20h30
Duração aproximada: 90 minutos
Ingresso: R$ 30,00 e R$ 15,00 (meia entrada)
Classificação indicativa: Livre

Auditório Ibirapuera
Capacidade: 800 lugares
Abertura da casa: 19h
Endereço: Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº – Portão 2 do Parque do Ibirapuera.
Informações: info@imt.org.br
Site: www.auditorioibirapuera.com.br

Estacionamentos:
Estacionamento do Parque do Ibirapuera,
entrada pelo Portão 3 do Parque e pelo Portão 10 após às 19h.
Horários da bilheteria do Auditório Ibirapuera:
NÃO ABRE SEGUNDA-FEIRA
Terça a Quinta: das 9h às 18h
Sexta e Sábado: das 9h às 21h
Domingo: das 9h às 18h

Ingresso em casa e pontos de venda:
Sistema Ticketmaster, pelo site www.ticketmaster.com.br  ou 11 6846-6000. Formas de Pagamento: Visa, Amex e Mastercard, todos os cartões de débito e dinheiro. Não se aceitam cheques.
 Meia Entrada:
- Estudantes: apresentar na entrada Carteira de Identidade Estudantil.
- Professores da Rede Estadual, Aposentados e Idosos acima de 60 anos:
  apresentar RG e    comprovante.
- Menores de 12 anos, acompanhados pelos pais, têm direito a 50% de desconto do valor da inteira,
  quando Censura Livre.

Mais informações:
Auditório Ibirapuera
Juliana Brum – juliana@imt.org.br
Luciana Sima – luciana@imt.org.br

Tel.: 11 5908.4299

Imagens- internet

Infos- Divulgação

 

 

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