
Esra Ersen
(1970) - nascida em Ancara, vive e trabalha em Istambul e Berlim.
A formação e a transformação identitárias através das fronteiras nacionais, culturais, lingüísticas e pessoais são objeto do trabalho de Esra Ersen, que transita entre a fotografia, o vídeo e a instalação, numa metodologia trazida do documentário e da investigação antropológica. Um dos temas relevantes de seu trabalho é a emigração e suas repercursões individuais e sociais. A video-artista e fotógrafa destaca mostras individuais no Frankfurter Kunstverein, em Frankfurt, no The O.K. Center for Contemporary Art, em Linz, e a exposição If You Could Speak Swedish, no Moderna Museet de Estocolmo. Também participou da 8ª Bienal de Istambul, em 2003, e da Manifesta 4, em Frankfurt.
Filme/Vídeo + Fotografia – This is the Disney World (video exibido em monitor de TV), If you could speak Swedish (vídeo exibido em monitor de TV),
(novo trabalho – jaquetas de couro).


Felix Gonzalez-Torres
(1957 – 1996) nascido em Guáimaro, viveu e trabalhou em Nova York e morreu em Miami. O trabalho de Felix Gonzalez-Torres revela sua preocupação com a forma. Ele se vale da estética não-representacional minimalista. Ao identificar o objeto minimalista como portador de sentidos multidisciplinare, o artista reivindica um texto político às questões ligadas à forma. Para ele, o momento histórico em que se contextualiza uma forma lhe atribui significados
específicos. “Simplesmente olhar não é simplesmente olhar, mas sim aquele olhar investido de identidade – gênero, status socioeconômico, raça, orientação sexual... Esculturas minimalistas nunca foram realmente estruturas primárias; são estruturas permeadas por significados multidisciplinares”. Em sua obra, sobrepõem-se as noções de original e cópia, volatilidade e transitoriedade.
O artista destaca as seguintes mostras individuais: sin título, bogotá
no Banco de la
República Biblioteca Luis Angel Arango; Felix Gonzalez-Torres no Solomon R.
Guggenheim Museum, em Nova York; Traveling
no Museum of Contemporary Art, em Los Angeles. Instalação – Untitled (Couple) (installation - lâmpadas de 25 watts, soquetes de porcelana, fios de extensão); Untitled (Passport) (papel branco, copias contínuas); Untitled (Perfect Lovers) (relógios de parede); Untitled (silkscreen sobre paper).


Fernando Ortega
(1971) nascido na Cidade do México, vive e trabalha na Cidade do México.
O artista usa diversos meios, que incluem vídeo, fotografia, instalação e intervenção sonora. Sua obra caracteriza-se por oferecer ao espectador um espaço para a observação e reflexão de situações cotidianas que normalmente não seriam notadas. O artista destaca as seguintes mostras individuais: Winter Falls no Bonner Kunstverein, em Bonn, e Fernando Ortega no Lisson New Space, em Londres. Também participou das mostras coletivas Farsites: Urban Crisis and Domestic Symptoms in Recent Contemporary Art, em San Diego,
e Il Quotidiano Alterato, na 50a Bienal de Veneza.
Filme/Vídeo – Para Xo (vídeo de 4min 07seg);
Salto de Eyipantla (vídeo de 2min 35seg).


Florian Pumhösl – artista residente
(1975) nascido em Viena , vive e trabalha em Viena
O espectro de interesse de Pumhösl são os processos históricos e políticos em lugares considerados periféricos pela historiografia ocidental. A perspectiva histórica sobre a modernidade e seus paradoxos, transformações e descontinuidades é característica de seu trabalho. Uma de suas questões recorrentes são modernização e colonialismo. Em seus trabalhos recentes, incluindo filmes e pintura, Pumhösl optou pela linguagem da abstração.
O artista destaca mostras individuais na Neue Kunsthalle, em St. Gallen, na Galerie
Krobath Wimmer, em Viena, e na Galerie Daniel Buchholz, em Colônia. Também
participou da Bienal de Veneza em 2003.
Filme/Vídeo – Programm (instalação de vídeo – filme colorido 16 mm em loop, sonoro, com 7m n 49sec. Filmado na Casa Modernista, São Paulo); Animated Map (filme colorido 16mm film em loop, mudo, 4min 32sec).


Francesco Jódice – artista residente
(1967) - nascido em Nápoles, vive e trabalha em Milão.
O trabalho de Francesco Jodice combina interesses em arquitetura e fotografia. O
artista explora a interação entre espaço urbano e o indivíduo, uma reflexão sobre o
lugar como uma decoração para seu usuário e sobre a influência da arquitetura no
comportamento. O artista destaca as mostras individuais the Morocco Affair and What We Want, na Galeria Marta Cervera, em Madri, Private Investigations, na Galerie Mudimadue, em Berlim, e the Mersey Valley Case, na Open-eye Gallery, em Liverpool. Também participou da 50a Bienal de Veneza e do Documenta 11, em Kassel.
Filme/Vídeo – São Paulo City Tellers (filme HDV de 48 minutos, com transmissão em 4/10, às 21h, na TV Cultura).
Quinzena de Filmes – Hikikomori (2004, DVD, cor, som, 22 min., leg. em inglês).


Gerry Schum
(1938 – 1973) - nascido em Colônia / morreu em Düsseldorf.
Gerry Schum começou sua carreira na televisão e no cinema, e não nas artes. Em
1964, após estudar no Institut für Film und Fernsehen de Munique, entrou pela primeira vez em contato com a arte de vanguarda e até 1968 procurou levá-la à televisão, procurando, ao invés de programas sobre arte, levar ao público trabalhos
artísticos feitos diretamente para a televisão.
Palestra – Barbara Hess fez duas palestras sobre Gerry Schum nesta Bienal quando foram exibidos duas peças para a televisão: Land Art (1969, cor) e IDENTIFICATIONS (1970, preto e branco). Isso aconteceu
no dia 20 de outubro no Porão das Artes
Imagens : Divulgação
Textos originais publicados no Guia Oficial da 27ª Bienal - à venda por R$ 34,00
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