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Agenda de Dezembro

 


Cartazes das
Bienais
dos anos 50

Artistas ligados
 aos cursos de artes gráficas criados pelo
Instituto de Arte
Contemporânea do Masp - o IAC -  criam os primeiros Cartazes das Bienais
Heloísa Dallari

 

História das Bienais

A Vez dos Curadores
Na Parte 5 do ensaio
História das Bienais, a antropóloga Rita de Cássia Alves Oliveira mostra o surgimento da figura poderosa dos curadores das bienais.

 

Acre,
último seminário
da 27ª Biena
l



As questões sociais dos
indígenas e seringueiros
foram a tônica do
Seminário Acre

 

No Centro Universitário
Maria Antonia
prepare-se para ouvir
John Cage

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León Ferrari

               Paralelo aos trabalhos anti-clericais, o artista, em obras recentes, estabeleceu como alvo a figura do presidente norte-americano Bush e de alguns símbolos do poder ianque. Uma colagem mostra a foto de uma caveira em cujos orifícios oculares observa-se a imagem repetida do presidente. Em outra obra, uma maquete da Casa Branca, símbolo do “regime imperialista de decadência e destruição”, é invadida por animais rastejantes e baratas de plástico.

 

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               Segundo a crítica de arte Aracy Amaral, autora do livro León Ferrari: os anos paulistas (1976-1984), “ele continua ousado e extremamente criativo, segue com a mesma fúria que tinha aos 40, 50, 60 anos. Geralmente, as pessoas amansam sua ira, mas nele a juventude está à flor da pele, sempre voltada contra o establishment” (apud CLAUDIO, 2004).

          Aos 86 anos e não dando mostras de aposentadoria, León Ferrari continua mostrando sua arte polêmica. “Não estou de acordo com que a arte possa fazer uma revolução social, mas tampouco com os que dizem que não serve para nada , pois negam-lhe a contribuição artística à sociedade, que, embora seja um grão de areia, tem sua importância, tem a possibilidade de falar das coisas que não têm palavras” (FERRARI apud AMARAL, 2006, p. 56).

          Começando com escultura, passando pelo desenho, pelo videotexto e pela pintura, explorando inclusive a escritura em telas, papéis e manequins, uma força inovadora atravessa a arte de León Ferrari, que se movimenta e sai em busca cada vez mais de novos meios e formas para se expressar.


Veja León Ferrari
Serviço
Mostra Poéticas e Políticas, 1954 – 2006
Pinacoteca do Estado de São Paulo
Até 26 de novembro
Terça a domingo - das 10h00 às 18h00
Programação de vídeos no auditório da Pinacoteca
Todas as 4ªs, 5ªs e 6ªs  - das 15h00 às 16h30.
E dia 25 de novembro, das 10h30 às 12h00.
Praça da Luz, 2 – tel.  11- 3229 9844
São Paulo – SP

Leon Ferrari na 27ª Bienal de São Paulo
2º Pavimento do Pavilhão da Fundação Bienal
De terça a domingo, das 10h00 às 19h00
Tel. 11- 5576 7600 e  5549 0230
Parque do Ibirapuera,
São Paulo- SP

Imagens página 1 - Divulgação

Vera Lucia Simão é graduada em Filosofia pela Universidade São Judas Tadeu; pós-graduada em História da Arte pela mesma universidade, e em Educação: História, Sociedade e Cultura pela PUC - São Paulo. É mestranda do Programa de Pós-graduação em Estética e História da Arte da Universidade São Paulo.

Referências Bibliográficas

  • AMARAL, Aracy. León Ferrari: os anos paulistas (1976-1984) in León Ferrari. Retrospectiva. Obras 1954 – 2006. Andréa Giunta (org.). São Paulo: Cosac Naify, Imprensa Oficial e Pinacoteca do Estado, 2006.
  • CLAUDIO, Ivan. Espírito Livre in Revista Isto É, Artes e Espetáculos. São Paulo 22 dez. 2004. Disponível em Acesso em 13 set. 2006.
  • GIUNTA, Andréa. León Ferrari. Poéticas e políticas, 1954-2006. Folder da Pinacoteca do Estado de São Paulo.
  • LONGMAN, Gabriela. Ferrari apresenta em SP sua anti-religião in Folha de São Paulo, Ilustrada E3. 17 out. 2006.
  • RIBEIRO, José Augusto. A arte política de León Ferrari in Trópico na Pinacoteca. São Paulo jun. 2005. Disponível em Acesso em 13 set. 2006.

 

 


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