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| Especial 27ª Bienal |
Quando o acesso à Bienal
ultrapassa a
linha do espaço físico

Tudo indica que esta Bienal não deve ultrapassar o recorde de visitas registrado em 2004, de cerca de um milhão de visitantes. Faltando pouco mais de três semanas para o encerramento desta Bienal, a quantidade registrada ainda não chegou nos 400 mil (350 mil até 15 de novembro). Entretanto, essa nunca foi a preocupação da curadora Lisette Lagnado. Qualidade e ampliação do acesso às camadas mais populares, marginalizadas dos circuitos culturais são as questões centrais desta Bienal. Diante desses resultados, ainda não conclusivos, é bem verdade, algumas reflexões já podem ser levantadas. A gratuidade aliada às ações educativas, a formulação de conceitos amplamente discutidos através de seminários, são iniciativas importantes, mas revelam-se ainda insuficientes para garantir acessibilidade integral do público.

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Os artistas e seus trabalhos

detalhe da instalação de Thomas Hirschhorn
Nada é sem sentido nesta Bienal. Esculturas, pinturas, performances, vídeos, fotografias, colagens ,instalações, pedras, madeiras e demais objetos produzidos por 119 artistas de 51 países, estão dispostos de acordo com conceitos que
buscam a convivência e a integração entre arte e vida.
Conheça um pouco de cada artista e de seus trabalhos |
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Adel Abdessemed
(1971) - nascido em Constantine, vive e trabalha em Paris
O artista multimídia Adel Abdessemed utiliza linguagem e formas muito diferentes, que podem ser vistos em seus vídeos e instalações murais. O uso de tão diversos materiais e ferramentas reflete em seu trabalho um mundo caótico. Seu trabalho questiona os limites sociais, políticos e culturais tanto nas sociedades muçulmanas quanto nasocidentais. Sem impor seu próprio ponto de vista, os trabalhos de Abdessemed sempre propõem uma reflexão sobre a natureza humana. “Não estamos num mundo puro e higiênico. Com a era global, estamos no centro de um ciclone, afogando-nos”, diz.
Abdessemed já realizou vídeo-instalações e trabalhos gráficos. O artista participou de duas mostras individuais: Holiday – God is Infinity, em 2005 na Galerie Kamel Mennour, em Paris; Habibi, na FRAC Champagne Ardenne, em Reims e Le Citron et le Lait, no MAMCO,
em Genebra.
Filme/Vídeo + Escultura – Schnell (vídeo exibido em tela de televisão de plasma); Wall Drawing (nove esculturas (arames) na parede);
(video - novo trabalho).


Ahlam Shili
(1970) - nascida em Arab al-Shibli, vive e trabalha em Haifa
A fotógrafa, forçada a deixar sua terra natal pelas tropas israelenses, mostrou em seus trabalhos anteriores as condições de vida do povo palestino, evitando qualquer forma de estetização e drama em fotografias simples e silenciosas.
Ahlam Shibli já teve as seguintes mostras individuais: Trackers, no Kunsthalle, na
Basiléia; Lost Time, na Ikon Gallery de Birmingham. Também já participou das bienais de Busan, em 2006, e Istambul, em 2005.
Fotografia – Market (16 fotografias); Eastern LGBT No 1-40 (novo trabalho - 37
fotografias com gays, transsexuais e transgêneres emigrados de países
asiáticos e
muçulmanos).


Alberto Baraya – artista residente
(1968) - nascido em Bogotá, vive e trabalha em Bogotá
Nos últimos anos, Baraya continuamente explorou a atenção dada ao exotismo na era do turismo global e aos processos que substituem a natureza através de construções falsas e artificiais. Como parte de sua contribuição
a Como Viver Junto, o artista foi residente no estado do Acre.
O artista residente teve as seguintes mostras individuais: 1204 tr/h na Alianza Colombo Francesa, de Bogotá, o Herbário de Plantas Artificiais, no Museu de Arte Moderno de Bogotá, e Miraque teas de morir, Miraque no sabes qvando, na Sala Oriente, de Sevilha.
Instalação + Escultura – Árbol de Caucho (árvore de látex de 20 metros feita pelo
artista durante sua residência em Rio Branco. Será apresentada horizontalmente);
Herbário de Plantas Artificiais; Herbário de Plantas Artificiais ACRE (esculturas).
Veja mais artistas

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