Cores Primárias - Exposições
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Testemunho e poesia nas fotografias de Manuel Álvarez Bravo

Escrito por Margarida Nepomuceno. Posted in Exposições

O eclipse, 1933
Manuel Álvarez Bravo © Colette Urbajtel/ Asociación Manuel Álvarez Bravo, a.c.

 

          A exposição do fotógrafo mexicano Manuel Álvarez Bravo ( 1902-2002) em curso no Instituto Moreira Salles (IMS), no Rio de Janeiro, apresenta-nos a rara oportunidade de conhecermos um dos fotógrafos mais importantes da história da fotografia moderna latino americana. A exposição tem como curadores  Sergio Burgi, coordenador de fotografias do IMS, e Aurélia Álvarez Urbajtel, filha do fotógrafo,  e objetiva mostrar uma panorâmica dos 70 anos de atividade do artista, com trabalhos  que remetem ao início dos anos 20 até as últimas produções, em 1990.
 
          Álvarez Bravo percorreu todos os trajetos da fotografia moderna: dos registros políticos e sociais, ao experimentalismo geométrico ou às construções surrealistas; dos retratos e das cenas do cotidiano da vida indígena aos registros dos encontros da vanguarda cultural mexicana e internacional. Deixou registrado em todo o seu percurso profissional, a preocupação não somente de revelar o México dos brilhantes muralistas, que naquele momento já eram reconhecidos  como vanguardas artísticas e engajados militantes da esquerda , mas de construir uma iconografia focada na genuína cultura indígena. Poderíamos denominá-la de antropológica, não fosse a construção poética que envolve cada um dos seus trabalhos, mesmo em sua fase mais realista, no início dos anos 20, quando fotografava greves e mortes de trabalhadores.
 
          Os 400 trabalhos do fotógrafo estão divididos em núcleos cronológicos e temáticos e ocupam quase todas as salas internas  da ex-residência dos Moreira Salles, hoje sede do Instituto que leva o nome da família, no bairro da Gávea.  Fotografias como “ Trabalhadores em greve”, de 1934; “Homem de Papantia”, de 34-35; “Filha dos dançarinos”, de 1933; “Menina vendo passarinhos”, de 1931; “Caixa de visões”, de 1938, e outras, agrupam-se na sala “Surrealismo e Política”. Para os trabalhos do final da década de 30 e de 40, há também uma sala especial e aí vemos uma preocupação direta do artista em registrar poeticamente as comunidades indígenas de povoados, comunidades e vilas mexicanas: ” El tempo del trigo rojo”, de 1949; “Menino Maia de Tulim”, de 1943; “Senhõrita Juaré”, de 1934; “Baudelio”, de 1934 e o emocionante trabalho que retrata a simplicidade de um menino indígena “León de Angahuá”, de 1948,  e “Margarita de Bonampak”, de 1949, entre dezenas de outros. 
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Rio de Janeiro realiza mostra de Fayga Ostrower e pode perder o Instituto criado em sua homenagem

Escrito por Margarida Nepomuceno. Posted in Exposições

        

Gravuras dos anos 60 e desenhos da artista Fayga Ostrower estarão sendo exibidos a partir do dia 18 de janeiro no Centro Cultural dos Correios, no Rio, na mostra “Diálogos”, em uma referência direta aos trabalhos de Alex Gama, expostos na mesma ocasião. Quem assina a mostra é o próprio artista em parceria com a filha de Fayga, Noni Ostrower, responsável com a família,  pela guarda do acervo da gravadora.

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Brasília despede-se da mostra retrospectiva de Maria Bonomi

Escrito por Margarida Nepomuceno. Posted in Exposições

Em maio parte dessa mostra irá para
a Maison de l´Amérique Latine, em Paris

 

                          Quem pensa em encontrar na mostra de Maria Bonomi , no CCBB de Brasília, uma retrospectiva cronológica de suas obras vai se deparar com uma concepção curatorial que busca em todo percurso cênico estabelecer uma relação intrínseca desde as suas primeiras xilogravuras produzidas na década de 50, até as matrizes de madeira, que deram origem as obras monumentais, instaladas em sua maioria, em locais públicos de São Paulo. Daí o título escolhido por Jorge Coli, curador da mostra: “Bonomi, entre a gravura e a arte pública”. O evento é patrocinado pelo Ministério da Cultura, Banco do Brasil e CESP, Companhia  Energética de São Paulo e contou com a produção executiva da Equipe Atelier Maria Bonomi e da 4Art Produções Culturais de Brasília.

                           Os referenciais cronológicos estão presentes à medida que o observador circula pelos diversos espaços expositivos do Centro Cultural, espaços internos, nas salas, e externos, onde se encontram, por exemplo, a escultura de elementos naturais denominada de “7 Horizontes do homem”,  ou o conjunto de homens de lata de alumínio com chapéus feitos de vidro de garrafas cujo título é “Metempsicose”, criação de 1996, ou ainda as esculturas gravadas em alumínio da série “Amor inscrito”, de 2010.

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